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Afrânio

Afrânio

Gentílico: Afraniense

História

Por volta de 1918, onde hoje se localiza a cidade de Afrânio existia uma fazenda denominada Inveja, de propriedade de Francisco Rodrigues da Silva, depois comprada por Sebastião Coelho. A população teve início nesse local a partir da construção da Estrada de Ferro Petrolina-Teresina, sendo ali inaugurada e Estação Inveja em 31 de outubro de 1926. Em 31 de junho de 1927 a denominação do pequeno povoado foi mudada para São João por Frei Fortunato na ocasião em que celebrava ali a primeira missa e lançava a pedra fundamental da construção da igreja de São João Batista. O iniciador da capela foi Joaquim Manoel Gomes (Joça) que pediu a permissão do frei José para Dona Ana de Lima Ramos na mesma época ao invés de fazer esforço para celebrar as novenas no Caboclo, celebrasse lá mesmo. Na mesma época chegou Jubelino Albuquerque Cavalcanti, sugerindo então que São João Batista fosse padroeiro da localidade. Em 1932, o povoado de São João passou a categoria de vila e logo depois a distrito de Petrolina, sendo comumente chamado de São João de Afrânio, em referência ao Jurista Afrânio de Melo Franco, Formado na Faculdade de Direito de São Paulo em 1891, foi promotor público em municípios do interior de Minas Gerais e, posteriormente, entrou para a carreira diplomática, tendo sido designado, em 1896, segundo secretário de legação na embaixada em Montevidéu (Uruguai). Seu segundo posto foi a capital belga, Bruxelas. Abandonou a carreira e em 1902 candidatou-se e foi eleito deputado estadual em Minas Gerais e, em 1906, deputado federal, tendo sido reeleito para vários mandatos até 1929. Foi Ministro da Viação no governo Delfim Moreira e embaixador na Liga das Nações em Genebra, Suíça. Devido à doença que acometeu o presidente, Afrânio de Melo Franco tornou-se responsável pela decisão de muitas questões governamentais, vindo mesmo a ser chamado de “primeiro-ministro do Brasil”. Pelo decreto Lei Estadual nº 235 de 9 de dezembro de 1932, o distrito de Afrânio adquiriu parte do território de Cachoeira do Roberto também integrante do município de Petrolina. Finalmente, através da lei estadual nº 4.983 de 20 de dezembro de 1963, Afrânio foi elevado à categoria de município autônomo desmembrando – se de Petrolina elevando-se a cidade cuja instalação se deu em 31 de maio de 1964; sendo que na condição de primeiro prefeito “nomeado” cabia a Jose Cavalcanti Ramos (Zelice), que escolheu a data de instalação do município pela em 31 de maio, que era data do aniversário de sua mãe, Petronila Ramos Cavalcanti, que ele julgava uma pessoa relevante na vida comunitária do lugar.

Dados do Município

19.409

População

1.491,572

Área

Tropical semiárido

Clima

20 de Dezembro de 1963

Fundação

São João Batista

Padroeiro(a)

Afraniense

Gentílico

Símbolos Municipais

Bandeira de Afrânio

Bandeira

Brasão de Afrânio

Brasão

Hino da Cidade

Letra do Hino

Uma estrada de ferro No tempo se desenhou Uma fazenda de fazer “inveja” No meio do grande sertão Um povo cheio de sol Fé e coragem No seu coração A terra moveu com a mão Nova semente plantou E o leite sagrado do seio deste chão O rio Pontal jorrou Em uma estação de esperança Afrânio nasceu E em profusão prosperou Nosso comércio, agricultura Educação, saúde, cultura Nossa terra de alma pura Tamanha alegria e tradição Caboclo, Arizona, Barra das Melancias Extrema, Cachoeira, Poção Afrânio de tantas famílias Templo de toda oração Afrânio Da saudade em nossa memória O tempo arquiteto da história Tantos caminhos traçou Afrânio Do São João padroeiro Lugar primeiro Que Deus nos deu e abençoou Afrânio Do nosso verdadeiro amor.

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